Apartamento de casal de idosos morto em BH passará por nova perícia
06/07/2026
(Foto: Reprodução) Casal de idosos encontrado morto em apartamento de luxo em Belo Horizonte
Foto 1: Reprodução/Redes sociais. Foto 2: Júlio César Santos/TV Globo
O apartamento onde o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, foram encontrados mortos, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, passará por uma nova perícia da Polícia Civil.
Segundo as investigações, o casal foi vítima de latrocínio (roubo seguido de morte) no dia 29 de junho. Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, diarista que fazia faxina no apartamento do casal, foi presa três dias após o crime.
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O trabalho da perífica será feito com o uso de luminol, um reagente químico utilizado para identificar vestígios de sangue que não podem ser vistos a olho nu.
A substância reage com o ferro presente na hemoglobina e emite uma luz azulada, permitindo que os peritos localizem marcas de sangue, mesmo em locais que tenham sido lavados ou limpos.
Segundo a Polícia Civil, a expectativa é que o exame, que vai ocorrer por volta das 19h desta segunda, ajude a esclarecer a dinâmica do crime e complemente as provas já reunidas durante a investigação.
A Polícia Civil concluiu que o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, foram vítimas de latrocínio
Júlio César/ TV Globo
Entenda o caso
Cláudio Atala Inácio e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio foram encontrados mortos pelo filho, na tarde de terça-feira (30), no apartamento onde moravam, na Rua Padre Severino, no bairro São Pedro.
Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu, possivelmente, na tarde de segunda-feira (29). O advogado foi atingido por 17 facadas, enquanto a esposa sofreu sete golpes.
A principal suspeita é Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, que havia sido indicada por um familiar de Maria Clotilde para fazer uma faxina na residência. Esta foi a primeira vez que ela trabalhou no imóvel.
Imagens de câmeras de segurança registraram a chegada da mulher ao prédio pela manhã e a saída cerca de oito horas depois, carregando bolsas e sacolas. De acordo com a investigação, após deixar o edifício, ela descartou uma blusa com manchas de sangue e uma bolsa em uma caçamba e, em seguida, entrou em um carro que a aguardava.
A suspeita foi presa na quinta-feira (2), em um hotel de Itabira, na Região Central de Minas Gerais. Ela estava acompanhada do filho, de 6 anos.
A investigação concluiu que o casal foi vítima de latrocínio (roubo seguido de morte). Segundo a Polícia Civil, depois do crime, a mulher levou joias, relógios, celulares e outros objetos das vítimas. Os aparelhos telefônicos foram recuperados em Vespasiano, na Grande BH.
Além da autoria do crime, a polícia também apura se outras pessoas participaram da ação, entre elas o motorista do carro utilizado na fuga da suspeita.
Vídeos mostram suspeita saindo e entrando de prédio onde casal foi morto a facadas
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