De Juiz de Fora para o Brasil: escola está entre as 60 melhores do país no ENEM
21/10/2026
(Foto: Reprodução) Uma escola que nasceu em Juiz de Fora há 25 anos alcançou posição de destaque no cenário nacional. O Colégio Apogeu ficou em 1º lugar na cidade, entre as 10 melhores escolas de Minas Gerais e entre as 60 melhores do Brasil no ENEM.
Para entender o que está por trás do resultado, conversamos com Ricardo Nunes, diretor-geral do Colégio Apogeu. Segundo ele, o desempenho não pode ser atribuído apenas à preparação realizada no último ano do Ensino Médio.
Ninguém começa a preparar um aluno para o ENEM na 3ª série do Ensino Médio. Esse resultado começa a ser construído muito antes.
Ricardo Nunes, diretor-geral do Colégio Apogeu, à frente de uma trajetória de excelência educacional que coloca a instituição entre as 60 melhores escolas do Brasil no ENEM
Acervo pessoal
Preparação começa antes do Ensino Médio
Segundo Ricardo, parte do desempenho está relacionada a um trabalho desenvolvido ao longo de toda a trajetória escolar.
Um dos exemplos é o projeto de leitura e escrita, iniciado ainda nos primeiros anos do Ensino Fundamental. A proposta é desenvolver progressivamente habilidades como interpretação, argumentação e expressão escrita, competências que mais tarde também são exigidas no ENEM e em outros vestibulares.
Além do conteúdo acadêmico, o currículo trabalha aspectos como pensamento crítico, comunicação e autonomia.
O trabalho de preparação dos alunos começa ainda nos anos iniciais, com projetos que estimulam a leitura, a escrita e o desenvolvimento de habilidades que serão importantes ao longo de toda a trajetória escolar
Júlia Romagnoli
Simulados ajudam a direcionar os estudos
Já na preparação mais específica, simulados e diferentes instrumentos de avaliação são utilizados para acompanhar o desempenho dos estudantes e identificar pontos que precisam ser reforçados.
De acordo com o diretor, os resultados dessas avaliações servem tanto para observar dificuldades coletivas de uma turma quanto necessidades individuais.
Não basta produzir dados: é preciso transformar dados em ação.
A partir desse acompanhamento, professores e coordenação podem ajustar estratégias e orientar os estudantes de acordo com as dificuldades identificadas.
Para Ricardo, entretanto, há um componente que não pode ser substituído por avaliações, materiais ou tecnologia: a relação entre professor e aluno.
Quando o estudante encontra um professor que acredita nele, desafia seus limites e demonstra paixão por ensinar, a relação com a aprendizagem muda.
Ensino Médio além da preparação para provas
Professor Guilherme Calderano durante aula para alunos do Ensino Médio do Colégio Apogeu, em Juiz de Fora
Júlia Romagnoli
Outro desafio é conciliar a busca por bons resultados com uma formação que não transforme os últimos anos da escola apenas em treinamento para vestibulares.
Segundo Ricardo, a preparação acadêmica ocorre paralelamente a projetos esportivos e culturais, experiências interdisciplinares, saídas e viagens pedagógicas.
A ideia é que habilidades importantes para provas como o ENEM, como interpretação, argumentação, autonomia e capacidade de tomar decisões, também façam parte de uma formação mais ampla.
O vestibular é uma porta. Temos orgulho de preparar nossos alunos para atravessar as portas mais concorridas do país, mas nossa responsabilidade é prepará-los também para tudo aquilo que encontrarão depois delas.
Ensino Médio além da preparação para provas
Embora o ranking coloque em evidência o desempenho dos estudantes, Ricardo ressalta que o resultado envolve diferentes pessoas ao longo da trajetória escolar.
Por trás de cada número existe uma história. Existe um aluno que sonhou, um professor que acreditou, uma coordenação que acompanhou, uma família que esteve junto e uma escola que criou condições para que esse estudante avançasse.
Fundado em Juiz de Fora em 2001, o Apogeu chega aos 25 anos com o desafio de manter o desempenho e continuar adaptando o ensino às mudanças na educação.
Para o diretor, alcançar uma posição de destaque não significa que o trabalho esteja concluído.
Talvez o maior risco de um grande resultado seja acreditar que já chegamos lá. Educação não permite acomodação.
O desafio, agora, é transformar o resultado em ponto de partida para os próximos anos. Para a escola, manter-se entre os destaques do ENEM passa por continuar um trabalho que começa muito antes da prova e acompanha os estudantes ao longo de toda a formação.