O que se sabe sobre o assalto que explodiu uma agência do Banco do Brasil no interior de MG
13/04/2026
(Foto: Reprodução) Veja como ficou agência do Banco do Brasil após ser explodida por bandidos em MG
Na madrugada de sexta-feira (10), uma agência do Banco do Brasil em Guidoval, na Zona da Mata mineira, foi alvo de um ataque com explosivos. A ação criminosa durou cerca de 15 minutos e foi executada por um grupo armado de oito pessoas.
O ataque causou destruição na unidade e assustou os moradores da cidade de 7 mil habitantes. Até a última atualização das forças de segurança, quatro envolvidos foram detidos, incluindo o suposto líder da quadrilha.
A seguir, veja o que já se sabe sobre o crime.
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Como os criminosos agiram durante o assalto?
Quantas pessoas foram presas e quem são os suspeitos?
Como a polícia localizou os criminosos?
Algum valor em dinheiro foi levado da agência?
Qual foi o impacto na cidade?
Alguém ficou ferido?
1. Como os criminosos agiram durante o assalto?
Veja movimentação de criminosos antes de explodir agência bancária em MG
O grupo chegou por volta das 2h19 e atuou de forma coordenada por 15 minutos. Eles utilizaram explosivos para detonar caixas eletrônicos e deram tiros para o alto para intimidar a população.
Para impedir a aproximação policial, bloquearam ruas com barricadas de pneus, veículos incendiados e espalharam "miguelitos" para furar pneus de viaturas.
02h19: Um carro branco é visto circulando em frente à agência bancária;
02h26: Dois homens encapuzados e armados aparecem e começam a rondar o local;
02h29: Outros suspeitos surgem e o grupo passa a transitar entre a agência e o veículo. Um dos criminosos faz um sinal de "pare" para os comparsas aguardarem a preparação da carga;
02h31: A EXPLOSÃO: Uma forte fumaça toma conta da rua após a detonação dos caixas;
02h32: Integrantes do grupo entram na agência carregando sacos pretos
02h33: A FUGA: O grupo deixa o banco correndo e entra no carro para fugir.
2. Quantas pessoas foram presas e quem são os suspeitos?
Segundo a Polícia Militar (PM), oito pessoas são apontadas como envolvidas no assalto. Até a última atualização, três homens, de 21, 33 anos e 47 anos, foram presos e um menor, de 17 anos, foi apreendido.
De acordo com o Sistema Integrado de Segurança Pública (Reds), um dos suspeitos afirmou que participou da ação acompanhado de 'demais indivíduos' que estavam nos dois veículos.
Os nomes dos suspeitos presos, apreendidos e procurados não foram divulgados pela polícia. A quadrilha atua em Ubá e região, e os integrantes têm passagens por homicídio, tráfico e roubo.
3. Como a polícia localizou os criminosos?
Carro usado na fuga após ataque a banco em MG é encontrado em chamas
As buscas foram facilitadas após a localização de carrro branca econtrado incendiado na zona rural de Rodeiro, a 25 km do crime. A partir da localização do veículo, os suspeitos foram identificados e passaram a ser procurados.
Um dos envolvidos, que já era conhecido pelas forças de segurança, foi encontrado em um imóvel. Ele estava ferido no ombro, foi preso em flagrante e confessou participação no crime.
Ainda no mesmo local, o irmão dele, que estava escondido em outro imóvel próximo, se entregou e também foi preso. O terceiro suspeito preso foi apontado como líder do grupo.
No bairro São Benedito, em Juiz de Fora, o quarto suspeito foi encontrado e preso. Segundo a Polícia Civil, ele exercia a função de “batedor”, sendo responsável pela coordenação do trajeto de um dos veículos usados no crime.
Um helicóptero da PM de Juiz de Fora atuou em apoio às buscas pelos outros cinco suspeitos que teriam fugido por matagais na região. O grupo teria envolvimento com o Comando Vermelho de Juiz de Fora.
O caso é investigado pela Delegacia de Polícia Civil de Ubá.
4. Algum valor em dinheiro foi levado da agência?
Pelo menos um caixa eletrônico foi totalmente destruído. O gerente do Banco do Brasil informou que havia cerca de R$ 2 mil em moedas no local, mas não soube precisar o valor levado. Um colete balístico também foi roubado.
A insituição informou que a agência passará por perícia e reforma. Também destacou que tecnologias como dispositivos que inutilizam o papel-moeda e o uso de cofres modernos impediram o sucesso do roubo.
Devido aos danos estruturais, o comércio vizinho foi orientado a permanecer fechado durante a vistoria do Bope e da Polícia Civil.
5. Qual foi o impacto na cidade?
Na sexta-feira, a área central de Guidoval foi isolada para perícia e varredura do Esquadrão Antibombas do Bope, que descartou novos riscos de explosão.
O comércio local foi orientado a permanecer fechado devido aos danos estruturais.
Clientes que necessitam de atendimento bancário presencial devem procurar agências em cidades vizinhas, como Rodeiro e Guiricema, ou utilizar canais digitais.
6. Alguém ficou ferido?
Sim, segundo o Reds, três suspeitos foram encaminhados ao Hospital Santa Isabel.
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Nota Banco do Brasil
O Banco do Brasil ressalta que o investimento em tecnologia de monitoramento e inteligência, em dispositivos para tingir e dilacerar papel-moeda em caso de ataques e ainda o uso de cofres mais modernos, resistentes à desintegração, explicam a diminuição de casos deste tipo ao longo dos últimos anos e o sucesso da instituição contra ações criminosas. No caso de Guidoval (MG), o BB explica que acionou a polícia exatamente um minuto após identificar a movimentação dos suspeitos ao redor da agência e ressalta que os criminosos não levaram qualquer cédula da unidade. O Banco indica que a agência está fechada para perícia e atua para restabelecer o atendimento no menor tempo possível. Os clientes que necessitarem de serviços presenciais podem procurar as agências nas cidades mais próximas, em Rodeiro e Guiricema. Os clientes contam ainda com atendimento via aplicativo, Internet Banking, Central de Relacionamento e pelo telefone 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 729 0001 (demais localidades).
Grupo armado explode agência do Banco do Brasil em Guidoval
Defesa Civil/Divulgação
Infográfico - Grupo Armado explode agência em MG
Arte/g1
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