Operação contra estelionato digital por todo o país prende 15 pessoas em três estados e bloqueia R$ 10,4 milhões

  • 29/04/2026
(Foto: Reprodução)
Viaturas da Polícia Civil de Minas Gerais PCMG/Divulgação A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu 15 pessoas nesta quarta-feira (29) durante a operação “Espelho Turvo”, que investiga uma organização criminosa especializada em estelionato digital e lavagem de capitais que atua em diversos estados do país. Ao todo, R$ 10,4 milhões foram bloqueados pela Justiça. Segundo a Polícia Civil, mais de 1,2 mil vítimas em todo o país foram afetadas, sendo a maioria no estado de Minas Gerais. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Foram expedidos 39 mandados judiciais sendo 24 de prisão. Até o momento, 13 pessoas foram presas no Maranhão, uma em Sergipe e outra no Tocantins. Segundo a corporação, a maior parte dos mandados foi cumprido em Imperatriz, no Maranhão, onde estavam concentrados a maioria dos investigados. Durante a operação, também foram apreendidos notebooks e celulares que serão analisados. A investigação começou em 2024, após a identificação de um aumento no número de fraudes envolvendo páginas falsas que simulavam serviços oficiais de pagamento do IPVA de veículos. A partir disso, os policiais conseguiram mapear o modo de atuação do grupo e identificar os integrantes. De acordo com a polícia, o grupo criminoso movimentou cerca de R$ 20 milhões em todo o Brasil. Desse total, aproximadamente R$ 10 milhões estão relacionados a vítimas mineiras. Os valores bloqueados foram depositados em conta judicial, e a destinação será definida ao fim do processo. Como funcionava o golpe Os suspeitos criavam cópias idênticas dos sites oficiais do Detran e da Fazenda Estadual, prática conhecida como “espelhamento”. Ao buscar pelos serviços, como o pagamento do IPVA, as vítimas acabavam acessando essas páginas falsas, muitas vezes posicionadas como os primeiros resultados em buscadores. Sem perceber a fraude, os usuários inseriam seus dados e realizavam pagamentos via Pix. O dinheiro era então transferido para diferentes contas ligadas à organização criminosa, dificultando o rastreamento. Muitas vítimas só percebiam o golpe posteriormente, ao tentar pagar uma nova parcela e constatar que a anterior ainda constava como em aberto. LEIA TAMBÉM Ministério Público aciona Justiça para barrar cortes no Samu de BH Alvos fora do estado Segundo as investigações, os criminosos escolhiam vítimas de outros estados, como Minas Gerais, justamente para dificultar a atuação das forças de segurança e evitar prisões. Apesar dos valores bloqueados, a Polícia Civil informou que as vítimas não deverão ser ressarcidas diretamente. A orientação das autoridades é que os usuários evitem acessar sites por meio de buscadores. O mais seguro é digitar diretamente o endereço oficial no navegador. Vídeos em alta no g1 Veja os vídeos mais assistidos do g1 Minas:

FONTE: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2026/04/29/operacao-mira-organizacao-criminosa-especializada-em-estelionato-digital-em-lavagem-de-capitais.ghtml


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