PF faz operação contra suspeita de fraude em contratos de mais de R$ 80 milhões da Educação de BH
17/09/2026
(Foto: Reprodução) PF faz operação contra suspeita de fraude em contratos de mais de R$ 80 milhões da Educaçã
p
A Polícia Federal investiga suspeitas de fraude em contratações realizadas pela Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte entre 2024 e 2025. Segundo a PF, ao menos três contratos analisados pela investigação somam mais de R$ 80 milhões.
Nesta quinta-feira (17), a PF deflagrou a 10ª fase da Operação Overclean para apurar a possível atuação de uma organização criminosa nas contratações. Os investigadores suspeitam de direcionamento de procedimentos para o fornecimento de serviços e materiais didáticos.
Ao todo, são cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo. Em um dos cumprimentos, foram apreendidos cerca de R$ 230 mil nas cidades de Ervália, na Zona da Mata mineira e em São Paulo capital. Ainda há equipes em campo e o valor pode aumentar.
Além dos três contratos que, juntos, ultrapassam R$ 80 milhões, outros processos de contratação também são analisados pela Polícia Federal.
O esquema
Segundo a Polícia Federal, o esquema investigado na Operação Overclean envolvia a infiltração de integrantes de uma organização criminosa na Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte para direcionar licitações e contratos a empresas ligadas ao grupo.
As investigações apontam que três contratos firmados na área de materiais e serviços educacionais somaram cerca de R$ 84 milhões, dos quais mais de R$ 77 milhões foram pagos. As contratações foram realizadas em 2024, durante a gestão do ex-prefeito Fuad Noman, que morreu em março de 2025.
Entre os investigados estão o ex-secretário municipal de Educação de BH Bruno Barral e os empresários José Marcos Moura, conhecido como "Rei do Lixo", e Alex Parente. Os suspeitos são investigados por crimes como fraude em licitações, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
O g1 entrou em contato com as defesas do empresário José Marcos Moura e do sócio dele, Alex Parente, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. O g1 ainda tenta entrar em contato com a defesa do ex-secretário municipal Bruno Barral.
O foco da investigação
A investigação apura se houve crimes contra a administração pública, fraude em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A PF trata os fatos como suspeitas e a investigação ainda está em andamento.
A Prefeitura de Belo Horizonte informou que a atual gestão não firmou contratos para aquisição de material didático e que usa livros disponibilizados pelo Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), do governo federal.
Disse também que não recebeu nenhuma solicitação ou demanda relacionada à operação mas que está à disposição das autoridades para esclarecimentos necessários.
Polícia Federal deflagrou a 10ª fase da Operação Overclean nesta quinta-feira (17), com 24 mandados de busca e apreensão em seis estados. Investigação apura suspeitas de fraude em contratos da Educação de Belo Horizonte.
Polícia Federal
Vídeos mais vistos no g1 Minas Gerais