Privatização da Copasa: governo de MG define preço mínimo de R$ 47,23 para venda de ações
28/05/2026
(Foto: Reprodução) Reservatório da Copasa
Copasa
O governo de Minas Gerais anunciou que as ações da Companhia de Saneamento (Copasa) serão ofertadas ao mercado a um preço mínimo de R$ 47,23 no processo de privatização. A cifra foi informada em comunicado publicado nesta quinta-feira (28).
O valor está abaixo dos R$ 50,75 em que as ações da Copasa encerraram o pregão do dia anterior na B3. Na abertura do mercado nesta quinta-feira, os papéis eram negociados a R$ 49,95.
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O estado protocolou na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no último dia 20, a oferta pública de 171.113.881 ações ordinárias da companhia.
🔎 A Copasa já é uma empresa de capital aberto e tem ações negociadas na bolsa de valores. A precificação divulgada agora envolve especificamente a fatia controlada pelo governo de MG para a privatização.
Além da oferta base de 171,1 milhões de ações, há um lote extra que pode ser vendido. O número máximo previsto inicialmente era de 19.135.730 ações ordinárias, mas foi reduzido para 19.035.730, devido a bloqueios judiciais sobre 46.737 ações de titularidade do estado.
A privatização será realizada por meio da oferta pública de distribuição secundária de ações. Isso significa que não haverá emissão de novos títulos, e sim a venda de ações já existentes. Com esse modelo, os recursos arrecadados vão para os cofres do estado, e não para o caixa da Copasa.
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Cronograma
Os interessados em se tornarem o investidor de referência da Copasa têm até o dia 3 de junho para manifestar se querem desistir do processo ou se desejam atualizar ou manter a proposta já apresentada.
Já os investidores não profissionais podem reservar ações a partir de 5 de junho.
As ações começarão a ser negociadas na bolsa de valores no dia 15 do mesmo mês, e o pagamento será no dia seguinte.
Segundo o documento, o cronograma pode sofrer alterações.
Entenda
O investidor de referência, caso seja selecionado, deverá adquirir 30% do capital da empresa. A ideia do governo é atrair um grupo que tenha capacidade financeira e expertise no setor de infraestrutura, no Brasil ou no exterior.
Os interessados devem formalizar a proposta de investimento, isto é, oferecer um preço por ação. Vence quem propor o maior valor.
Eles também precisam cumprir algumas exigências, como apresentar carta de fiança de no mínimo R$ 7 bilhões. O instrumento serve para garantir que o investidor tem condições de cumprir suas obrigações financeiras.
Caso um investidor de referência entre no negócio, o estado poderá manter 5% da participação societária. Se ninguém adquirir 30% da Copasa, o estado poderá vender todas as ações que possui na empresa.
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