Vereador é preso em investigação de crimes sexuais contra crianças e adolescentes em Lavras, MG

  • 16/09/2026
(Foto: Reprodução)
Vereador Evandro Oliveira Miranda, o Mestre Grilo, foi preso em Lavras após denúncias de crimes sexuais Reprodução Instagram O vice-presidente da Câmara de Vereadores de Lavras (MG), Evandro Oliveira Miranda (PSD), conhecido como Mestre Grilo, foi preso, na manhã desta quarta-feira (16), por policiais da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e da Delegacia Regional de Lavras. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Segundo a Polícia Civil, mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos contra um homem de 39 anos, investigado por possíveis crimes contra a dignidade sexual. As investigações tiveram início em fevereiro de 2026, após requisição do Ministério Público, e apuram fatos supostamente ocorridos em diferentes períodos, envolvendo pessoas que, à época, seriam crianças e adolescentes e estariam ligadas às atividades de um grupo de capoeira. Delegacia da Mulher em Lavras Polícia Civil Além da realização da prisão preventiva, os policiais apreenderam dois celulares e um notebook, que serão submetidos à análise pericial. O vereador foi encaminhado ao presídio de Lavras. Agora no g1 O que diz a defesa A defesa de Mestre Grilo emitiu uma nota informando que o vereador reafirma sua inocência, que será demonstrada no curso do processo, "mediante a apresentação de todos os meios de prova permitidos em direito, na certeza de que a análise técnica, serena e imparcial do conjunto probatório restabelecerá a verdade dos fatos". Segundo a nota, Mestre Grilo responde a procedimento investigatório que tem por objeto supostos fatos sem provas e que teriam ocorrido há mais de 20 anos (veja abaixo texto na íntegra). "Trata-se de apuração fundada exclusivamente em alegações desprovidas de sustentação fática contemporânea. Cumpre destacar que, até o presente momento, não houve a comprovação de qualquer das imputações formuladas, inexistindo nos autos elementos probatórios idôneos e robustos que demonstrem a autoria e a materialidade delitivas", afirmou o advogado Luiz Henrique Fernandes Santana no texto. Segundo o advogado, anteriormente o pedido de prisão havia sido indeferido pelo Poder Judiciário e, na ocasião, foram fixadas medidas cautelares, como a proibição de contato com 185 pessoas. Ainda de acordo com a defesa, todas as determinações foram cumpridas. "A ordem de prisão ora executada fundamentou-se em gravação ambiental de conversa realizada por terceiro indicado pelo próprio denunciante, material este entregue aos investigadores sem que tenha havido a apresentação de fato novo ou elemento probatório concreto apto a justificar a alteração do entendimento jurisdicional pretérito", afirmou o advogado na nota. A defesa alega que não há motivo para a prisão antes de uma condenação, uma vez que trata de fatos antigos que ainda não foram comprovados e o vereador tem colaborado com as autoridades durante a apuração. "A defesa manifesta seu profundo respeito às decisões proferidas pelo Poder Judiciário, mas pontua categoricamente que a custódia cautelar não pode ser transmudada em antecipação de pena, sobretudo diante de uma investigação centrada em fatos pretéritos sem prova e considerando a postura estritamente colaborativa mantida pelo investigado perante a autoridade apuradora." Câmara aguardará final do processo para tomar medidas Câmara Municipal de Lavras (MG) EPTV/Reprodução A Câmara Municipal de Lavras informou que tomou conhecimento da prisão do vereador, por meio da imprensa e dos canais oficiais do Poder Judiciário, e que a Casa seguirá desempenhando normalmente suas atividades legislativas e administrativas, em observância ao Regimento Interno e à legislação vigente. A Mesa Diretora esclarece que o fato não tem ligação direta com o mandato do vereador, e que compete exclusivamente ao Poder Judiciário a apuração cuidadosa dos fatos, observados os princípios constitucionais do contraditório, da ampla defesa e da presunção de inocência", afirmou por meio de nota. A Câmara informou ainda que, diante da possibilidade de interposição de recursos por parte da defesa do vereador, aguardará o desfecho definitivo do processo e, somente após a manifestação final do Poder Judiciário, adotará as medidas institucionais eventualmente cabíveis, sem prejulgamentos na fase processual. Nota da defesa na íntegra: "A defesa técnica do Vereador Evandro Oliveira Miranda, carinhosamente conhecido como Mestre Grilo, vem a público, em razão das recentes notícias veiculadas acerca de sua prisão preventiva, prestar os devidos esclarecimentos à sociedade e aos órgãos de imprensa, reafirmando sua irrestrita confiança nas instituições democráticas e no Poder Judiciário. O investigado responde a procedimento investigatório que tem por objeto supostos fatos pretéritos sem prova, os quais, em tese, teriam ocorrido há mais de vinte anos. Trata-se de apuração fundada exclusivamente em alegações desprovidas de sustentação fática contemporânea. Cumpre destacar que, até o presente momento, não houve a comprovação de qualquer das imputações formuladas, inexistindo nos autos elementos probatórios idôneos e robustos que demonstrem a autoria e a materialidade delitivas. Registra-se que, em momento anterior, o pedido de prisão foi expressamente indeferido pelo Poder Judiciário, ocasião em que foram fixadas unicamente medidas cautelares diversas da prisão, dentre as quais a proibição de contato com as pessoas já formalmente identificadas e nominadas na r. decisão judicial. A defesa reitera que todas as determinações judiciais foram integral e fielmente cumpridas pelo investigado ao longo de todo o período, inexistindo qualquer ato de descumprimento ou embaraço às medidas anteriormente impostas. A ordem de prisão ora executada fundamentou-se em gravação ambiental de conversa realizada por terceiro indicado pelo próprio denunciante, material este entregue aos investigadores sem que tenha havido a apresentação de fato novo ou elemento probatório concreto apto a justificar a alteração do entendimento jurisdicional pretérito. A defesa manifesta seu profundo respeito às decisões proferidas pelo Poder Judiciário, mas pontua categoricamente que a custódia cautelar não pode ser transmudada em antecipação de pena, sobretudo diante de uma investigação centrada em fatos pretéritos sem prova e considerando a postura estritamente colaborativa mantida pelo investigado perante a autoridade apuradora. O Vereador Evandro Oliveira Miranda reafirma sua inocência e a demonstrará de forma inequívoca no curso do devido processo legal, mediante a apresentação de todos os meios de prova admitidos em direito, na certeza de que a análise técnica, serena e imparcial do conjunto probatório restabelecerá a verdade dos fatos. A assessoria jurídica permanece à disposição dos veículos de comunicação para os esclarecimentos que se fizerem pertinentes, resguardados os limites impostos pelo sigilo legal que rege a apuração." Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

FONTE: https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2026/09/16/vice-presidente-da-camara-de-lavras-e-preso-apos-denuncias-de-crimes-sexuais-contra-criancas-e-adolescentes.ghtml


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